"Ele vai junto. Senão, eu não faria", diz Galisteu sobre apoio do marido ao ensaio de nudez para a "Playboy"

CLAUDIA DIAS
Colaboração para o UOL, do Rio

Aos 38 anos, Adriane Galisteu fala que é movida a desafios. Com o seu primogênito Vittorio prestes a completar um ano de idade, acha que "demorou um pouco a voltar à velha forma de antes" e que tornar-se mãe mudou muita coisa em sua vida. "Qualquer coisa que você fale sobre a maternidade é pouco. Agora consigo entender o tamanho do amor da minha mãe por mim", contou ao UOL nos bastidores do ensaio final do Miss Rio de Janeiro, concurso de beleza que apresentou no último sábado (18).

Após a licença-maternidade, Galisteu voltou à Band para apresentar as etapas mineira, paulista e carioca do Miss Brasil e vai comandar a final do concurso, no dia 23 de julho. Também estará no palco do Miss Universo, que acontece pela primeira vez no Brasil, no dia 12 de setembro, e aposta na fórmula de sucesso do reality show "Project Runway" para entrar na programação da emissora entre setembro e outubro. Em sua carreira como apresentadora, diz que falta ainda ser líder de audiência.

Adriane embarca em breve para a Itália, onde fará seu segundo ensaio de nudez para a "Playboy", 16 anos depois de ilustrar a revista em uma pose polêmica com um aparelho de barbear. Conta que o marido, Alexandre Iódice, foi o primeiro a apoiá-la na decisão de fazer as fotos. "Ele vai junto. Senão, eu não faria", revela.

Nos bastidores do concurso, a apresentadora recebeu a reportagem do UOL para uma entrevista exclusiva, em que falou sobre as mudanças em sua vida com a chegada de Vittorio, suas expectativas sobre o trabalho na TV e por que aceitou posar nua mais uma vez. Leia a seguir.

UOL: Na sua carreira na TV, você já fez programas de auditório, games e um talk show. O que ainda falta para você?
Adriane Galisteu: Ser líder de audiência. Em termos de programa, sou feliz trabalhando. Apresentar programas - que é o que eu sei fazer bem, o que me dá prazer, a minha gasolina – me deixa feliz. A gente tem que se adequar à grade da emissora e ao que ela precisa. Se é algo popular, mais elegante, masculino, feminino, jovem, isso quem decide é a emissora. Tem que ter versatilidade.

UOL: É difícil encarar uma guerra pela audiência na TV?
Adriane Galisteu: Essa competição é muito bacana. Eu quero voltar para a guerra, não acho que é uma guerra perdida. Apenas é uma questão de muito trabalho.
 

  • Adriana Spaca/Futura Press

    Galisteu apresenta o Miss São Paulo 2011 (4/6/2011)

UOL: No momento, você está à frente do concurso Miss Brasil na Band. O que isso representa para você?
Adriane Galisteu: Este trabalho me faz participar um pouco mais desse universo das misses, que é diferente do meu, mas muito bacana também. Eu fiquei muito feliz que a Band está recuperando uma história que já foi muito nossa. E a gente acabou perdendo o lugar para outros cantos do mundo. Por exemplo, a Colômbia e a Venezuela param em uma final de Miss, parece final de campeonato. O Brasil já teve isso em algum momento e estava na hora de recuperar. É um trabalho muito bacana, estou gostando muito.

UOL: Como foi apresentar as etapas regionais em MG, SP e RJ?
Adriane Galisteu: É muito bom porque é um esquenta para o Miss Brasil. Fiz os concursos de Minas Gerais, São Paulo e agora, do Rio de Janeiro. O próximo já é o Miss Brasil. Eu nunca fui miss, mas participei de muitos concursos. Sei muito bem o quanto o nervosismo pode atrapalhar. Às vezes, você tem o concurso na mão e, por causa de um momento, você perde. É um momento especial para elas, mas para mim também.  

UOL: Além do Miss Brasil, você também estará palco do Miss Universo?
Adriane Galisteu: Sim, e será a primeira vez que o concurso [Miss Universo] será apresentado no Brasil. O Miss Universo também tem apresentadores gringos. Então, eu não sei como vai ser a montagem disso. Mas eu estou muito feliz de apresentar o Miss Brasil, que será em São Paulo.

UOL: E o seu novo programa, "Projeto Fashion", como está?
Adriane Galisteu: Vai estrear na virada de grade da Band, que pode ser em setembro ou outubro. O "Project Runway" é um fenômeno, já está na 9ª edição [nos EUA]. É um programa que eu luto muito, desde a época da Record, para trazer para o Brasil. É um programa que dá a chance de um estilista de mudar de vida, ser reconhecido, é muito focado no universo da moda. Estava na hora do Brasil fazer isso, porque temos um universo de moda enorme, nosso calendário é o segundo do mundo. Faltava um programa como esses.

UOL: O que o "Projeto Fashion" tem de diferente do "Project Runway"?
Adriane Galisteu: Nada. É comprado com o modelo de fora. Só vai ter os participantes brasileiros e a cara do Brasil. Eu acho que a gente tem um sangue mais caliente. Acho que o drama, a paixão, a emoção, o choro, a briga e a alegria, tudo isso vêm mais forte do que no "Project Runway".

UOL: A moda entrou definitivamente na sua vida, e você foi musa inspiradora da nova coleção da Iódice. Você dá palpites nas criações?
Adriane Galisteu: O Alê desenha só a coleção masculina. O Waldemar e a Suely, a linha feminina. Então, no masculino, eu dou meus pitacos, das coisas que eu acho interessantes. Mas, dentro do que eu posso, até a página 2.

UOL: O Jorge Kajuru fez uma tatuagem em homenagem a você. Foi a maior homenagem que você já recebeu de um colega?
Adriane Galisteu: Isso foi há tanto tempo. Mas, sem dúvida nenhuma, foi a maior homenagem de um colega de trabalho. Tenho alguns fãs que têm uma tatuagem minha. [Kajuru] é uma figura que desde que veio para o Rio eu não vejo. É o amigo mais louco, mas muito querido.

UOL: O que você assiste na televisão?
Adriane Galisteu: Eu vejo um pouco de tudo. Desde os mais comuns, que são aqueles programas de vendas à noite até filmes, programas de auditório. Mas, o que eu gosto mesmo são os programas de jornalismo, porque eu gosto de saber o que está acontecendo no Brasil e no mundo. Além disso, assisto esporte, filmes e adoro os canais a cabo para ver os realities que estão rolando lá fora. Até para ver a possibilidade destes programas virem para cá.

UOL: Você já estrelou vários sucessos no teatro. Como é estar no palco?
Adriane Galisteu: O palco é uma delícia. É a arte mais difícil de todas, sem dúvida. Não tem nada mais difícil do que o teatro. Porque você tem um papel para representar, uma coisa para falar, tem que exercer a generosidade com o seu colega, não pode esquecer a deixa. Eu fiz essa temporada linda em São Paulo e um pouco no Rio, do “Mulheres Alteradas”, mas saí agora.

UOL: Por que decidiu sair da temporada de “Mulheres Alteradas”?
Adriane Galisteu: Meu contrato era de três meses e eu fiquei cinco. Mas, depois de três meses, eu não tenho controle nenhum sobre a minha agenda. Então, desejo toda a sorte para as meninas que vão continuar, mas eu estou com uma agenda bem difícil. Eu tinha combinado com o diretor três meses e cumpri cinco. Agora, estou aberta para as próximas.

UOL: O que faz da Adriane Galisteu uma mulher alterada?
Adriane Galisteu: Hoje? O que me altera é um choro esquisito do Vittorio, na hora. Se ele chora um pouco diferente, largo o que estou fazendo. Perder na tranca também me deixa alteradíssima (risos).
 

  • AgNews

    Galisteu e Iódice se casam e batizam o filho, Vittorio, em um spa de Itatiba, SP (27/11/2010)

UOL: Por falar em seu filho, como está ele?
Adriane Galisteu: Vittorio está em um momento de fazer gracinhas. Até a manha eu acho lindo. Acho tudo o que ele faz incrível. Meu filho é a coisa mais linda do mundo. É uma paixão, um amor indescritível.

UOL: Em que a maternidade mudou sua vida?
Adriane Galisteu: Tudo. Qualquer coisa que você fale sobre a maternidade é pouco. Agora consigo entender o tamanho do amor da minha mãe por mim. A gente sempre teve uma relação ótima, de amor, paixão e fidelidade, mas, sem dúvida nenhuma, depois que o Vittorio nasceu, compreendi isso melhor. Fica tudo mais claro. Mas, também, você consegue enxergar o mundo de forma mais simples, quer complicar menos. Porque as coisas são mais simples.

UOL: O que pretende fazer no primeiro aniversário dele?
Adriane Galisteu: Ainda estamos vendo. Na verdade, queria passar o aniversário dele na Disney, só com a minha família. Eu acho que um ano, o neném tem que estar com a família e ter um álbum de fotos. Se a gente não conseguir viajar por uma questão de agenda, é claro que eu vou fazer uma festa para ele em São Paulo.

UOL: Como você conseguiu voltar à forma depois do nascimento dele?
Adriane Galisteu: Até isso foi uma coisa que mudou com a maternidade. O tempo que eu tenho para malhar, prefiro passar com ele. Saio para trabalhar, tenho que comer e dormir, aí se eu tenho três ou quatro horas de folga, que eu iria para a esteira ou malhar, prefiro ficar com o meu filho. Senão, eu acabo vendo ele pouco demais. Como eu tenho uma agenda difícil, prefiro abrir mão de algumas coisas para ficar mais perto dele.  Corro, normalmente, quando ele está dormindo. É o momento de malhar. Como eu não tomei remédio e nem fiz nenhuma intervenção cirúrgica, acho que demorei um pouco a voltar ao meu corpo de antes. Mas, estou bem, estou feliz.

UOL: Pretende dar um irmãozinho para o Vittorio?
Adriane Galisteu: Tão cedo não. Agora, eu estou com um contrato e fica difícil. Bem ou mal, eu fiquei um ano parada. A minha gravidez me deixou de repouso. Valeu cada bombom que eu comi, cada sono que eu dormi naquele momento.
 

  • Reprodução

    "Playboy" com o ensaio de Galisteu de 1995

UOL: Pela segunda vez, você posará nua para a “Playboy”. Como será este ensaio?
Adriane Galisteu: É o segundo ensaio, 16 anos depois. Tem que ser misterioso, porque a gente vai para um lugar muito lindo, San Pietro di Positano, na Itália. É um cartão postal tão bonito quanto ou até mais do que a Grécia [onde foram realizadas as sessões do primeiro ensaio]. A equipe é a mesma, vamos ficar 11 dias fotografando. É um trabalho árduo, mas eu não tenho dúvidas de que será um belíssimo trabalho, para comemorar os 36 anos de Playboy, 16 anos depois.

UOL: O que te fez aceitar a proposta?
Adriane Galisteu: Acho que um monte de coisas. O momento que eu estou vivendo, que é um momento muito especial. Estou me sentindo ótima, feliz da vida. Depois, o lugar onde será o ensaio, foi onde fui pedida em casamento, um dos lugares mais lindos do mundo. A equipe vai ser a mesma e será uma edição pra lá de especial, por ser uma edição de aniversário. Mas, que eles estão com vontade de que esta revista seja um marco na história da “Playboy”, na minha e eu acho que será um marco na vida do J.R. Duran [fotógrafo] também. É um desafio, eu sou movida a desafios. Acho que será assim para toda a equipe.

UOL: Para as fotos, você faz alguma preparação física especial?
Adriane Galisteu: Não. Ontem eu corri na orla, mas não é todo dia. Eu não consigo correr com sol a pino, tenho que esperar anoitecer.

UOL: Como foi a reação do Alexandre ao convite da revista?
Adriane Galisteu: Ele foi o primeiro a me dar apoio. Ele vai junto. Senão, eu não faria. A primeira etapa era o Ale, a segunda a minha mãe. Se a casa caísse aqui, não iria rolar.

 



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