Victoria Beckham se torna embaixadora das Nações Unidas na luta contra Aids

Marcy Nicholson

  • Brendan McDermid/Reuters

    A ex-integrante da banda britânica Spice Girls, Victoria Beckham, recebe o título de embaixadora da Unaids, programa das Nações Unidas sobre HIV/Aids, das mãos do próprio diretor da agência, Michel Sidibé

    A ex-integrante da banda britânica Spice Girls, Victoria Beckham, recebe o título de embaixadora da Unaids, programa das Nações Unidas sobre HIV/Aids, das mãos do próprio diretor da agência, Michel Sidibé

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids, na sigla em inglês) nomeou a estilista e ex-Spice Girl Victoria Beckham como embaixadora da boa vontade nesta quinta-feira (25).

Victoria, que disse ter se inspirado a ajudar depois de uma visita "transformadora" a uma clínica de HIV na África do Sul, irá trabalhar para garantir que todas as crianças nasçam livres do vírus da Aids e que crianças e mulheres vivendo com e afetadas pelo HIV tenham acesso a medicamentos e cuidados, informou a Unaids.

"Precisei chegar aos 40 anos para perceber que tenho uma responsabilidade como mulher, como mãe, que tenho uma voz que as pessoas ouvirão", declarou ela em uma coletiva de imprensa na Organização das Nações Unidas (ONU) nos bastidores da Assembleia Geral da entidade.

"Não irei sentar aqui e fingir que já sei tudo, não sei, estou aprendendo", afirmou Victoria, acrescentando que planeja fazer viagens para aprender mais sobre o problema e sobre maneiras de ajudar.

A África subsaariana é a região mais atingida pelo HIV em 2013, tinha 24,7 milhões de soropositivos. As mulheres representam 58 por cento dos infectados na região, que também é o lar de 85 por cento das grávidas com HIV, segundo a Unaids.

No mês passado, a esposa do jogador David Beckham leiloou 600 peças de vestuário para arrecadar dinheiro e despertar a consciência sobre as mães que vivem com o HIV na África subsaariana.

A Unaids informou que no ano passado um terço das grávidas com HIV não tinham acesso aos medicamentos necessários para salvar suas vidas, e que cerca de 240 mil crianças foram infectadas. Mas nos cinco últimos anos o acesso a remédios antirretrovirais para grávidas com HIV ajudou 900 mil crianças a nascerem sem o vírus.

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