LONDRES, 29 FEV (ANSA) - Detalhes de uma investigação secreta de conversas telefônicas entre o príncipe Charles e Camilla Parker-Bowles, gravadas quando o príncipe ainda era casado com a princesa Diana, foram divulgados na Suprema Corte de Londres durante o julgamento da morte de Diana.
Lorde Robert Fellowes, que na época era secretário particular da rainha Elizabeth 2ª, declarou que em abril de 1993 obteve evidências de que "uma linha telefônica fixa foi grampeada para escutas telefônicas".
"É quase certeza que (o grampo) foi no local em que o príncipe Charles passou a noite em que conversou com a senhora Parker-Bowles", disse Fellowes.
O lugar específico não foi divulgado publicamente, mas acredita-se que foi em Eaton Hall, a mansão do duque de Westminster, amigo de Charles, já que o príncipe teve vários encontros com Camilla nesse local.
Na época, a descoberta das escutas telefônicas gerou temores por parte de membros da Família Real britânica, que acreditavam poder ser grampeados pelos serviços secretos MI5 e GCHQ.
Detalhes da conversa entre Charles e Camilla foram divulgados em 1989 durante uma investigação secreta, apelidada pela imprensa de "Camillagate".
A transcrição completa das gravações só foi divulgada em 1992, semanas depois da gravação de conversas entre Diana e seu amante, James Gilbey.
John Adye, ex-diretor do serviço de escutas britânico GCHQ, negou perante a corte londrina que conversas telefônicas de Diana tenham sido grampeadas.
Ambas as gravações foram um duro golpe para a Família Real, já que incluíam detalhes íntimos, como um trecho em que Charles diz a Camilla que gostaria de ser seu absorvente.