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06/03/2008 - 11h57

Mordomo se recusa a prestar nova declaração em investigação de morte de Diana

Londres, 6 mar (EFE).- Paul Burrell, ex-mordomo de Diana de Gales, rejeitou hoje a possibilidade de voltar a prestar declaração perante o tribunal que investiga a morte da princesa em um acidente de carro junto a seu namorado, Dodi al-Fayed, em 1997.

O juiz encarregado do caso, Scott Baker, pediu a Burrell, que atualmente está nos Estados Unidos, que voltasse a testemunhar pessoalmente ou por videoconferência para esclarecer supostas incoerências em suas declarações anteriores.

Mas hoje o tribunal confirmou que o ex-empregado da família real, que assegura não ter planos de voltar ao Reino Unido em um futuro próximo, rejeitou ambas as opções.

"O juiz não pode obrigar uma testemunha que esteja fora de sua jurisdição a ir ao país prestar declaração", afirmou.

As dúvidas sobre o testemunho do ex-mordomo surgiram quando, em 18 de fevereiro, o jornal "The Sun" divulgou um vídeo gravado em segredo no qual Burrell confessava ter ocultado parte da verdade sobre o caso.

Na gravação, o ex-mordomo de Lady Di, que ficou rico com a publicação de livros sobre sua relação com a princesa, diz que deu "pistas falsas" em seu testemunho.

Seus advogados denunciaram que essas afirmações ao jornal foram obtidas de maneira ilegítima através de perguntas insidiosas, feitas de maneira a "incitar o delito" em um momento no qual estava bêbado e deprimido.

O juiz queria que Burrell voltasse a prestar depoimento para dissipar dúvidas sobre seu testemunho, mas, perante sua recusa, deverá ler ao júri novas informações sobre o ex-mordomo para que tenha uma imagem mais completa sobre o caso.

Até o momento, o ex-mordomo e confidente de Diana de Gales não foi acusado de perjúrio.

Em janeiro, o ex-mordomo compareceu em três dias seguidos na instrução do caso da morte da princesa, que faleceu em 31 de agosto de 1997, em Paris.

Entre outras coisas, Burrell disse que a rainha Elizabeth II estava preocupada com a relação entre Diana e Dodi, embora tenha dito ser "impossível" que o casal tenha morrido assassinado em uma conspiração orquestrada pela família real, como sustenta o pai de Dodi, Mohammed al-Fayed.

Burrell foi acusado de mentir pelo advogado do milionário egípcio, após a descoberta de que havia ocultado durante anos a existência de um anel que Dodi tinha dado a Diana pouco antes da morte de ambos.

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