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Efe
Foto mostra que o fotógrafo Serge Arnal foi o 1º a chegar ao local do acidente (31/8/1997)
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LONDRES (Reuters) - A princesa Diana e seu namorado Dodi al Fayed foram mortos devido à negligência acirrada do motorista deles e dos fotógrafos que os perseguiram até um túnel viário em Paris, mais de dez anos atrás.
Depois de passar quase seis meses ouvindo mais de 250 testemunhas de todo o mundo, o júri do inquérito sobre as mortes deles chegou a sua decisão na segunda-feira, após quatro dias de deliberações.
O presidente do júri disse no tribunal: "Causaram ou contribuíram para o acidente a velocidade e a maneira de dirigir do chofer do Mercedes e a velocidade e maneira de dirigir dos veículos que seguiram (o carro de Diana)."
De acordo com ele, os fatores que contribuíram para o acidente foram o fato de o motorista Henri Paul estar alcoolizado, o de que Diana não usava cinto de segurança e o fato de o carro se chocar com um pilar.
"Espero, com este veredicto, que todos dêem o caso por encerrado", disse John Stevens, que liderou uma investigação da política britânica sobre as mortes.
O juiz Scott Baker, que chefiou o inquérito, instruiu o júri especificamente a rejeitar teorias conspiratórias segundo as quais o acidente teria sido tramado.
Um ex-guarda-costas de Diana, Ken Wharfe, disse à BBC: "Estou surpreso. Como muitas pessoas, eu esperava um veredicto de morte acidental".
O pai de Dodi, Mohamed al Fayed, proprietário de uma loja de luxo, afirmou que seu filho e Diana foram mortos pelos serviços de segurança britânicos por ordem do príncipe Philip, ex-sogro de Diana.
Após o anúncio do veredicto, Al Fayed se disse decepcionado e declarou que a rainha Elizabeth e seu marido deveriam ter sido chamados para depor. "Ninguém deve estar acima da lei", falou.
Poucos detalhes da vida privada de Diana foram poupados durante o inquérito, em que amigos, familiares, terapeutas holísticos, espiões, guarda-costas, chefes de polícia e mordomos foram convocados para dar suas opiniões.