|
Reuters
No tapete vermelho, Eva Longoria chega para a exibição do filme "Kung Fu Panda"
|
CANNES, 15 MAI (ANSA) - Todos os anos, semanas antes do início do Festival de Cannes, acontece uma verdadeira guerra entre os setores de relações públicas das grandes grifes internacionais. Todos brigam para vestir as celebridades mais importantes no evento.
Assim como o Oscar, o Festival de Cannes funciona como uma verdadeira vitrine para estilistas, sendo considerado um investimento publicitário.
A moda sempre caminhou junto com o cinema, e para as marcas vale mais uma foto de uma celebridade vestindo sua criação no tapete vermelho do que a atenção provocada por um desfile.
Para garantir visibilidade, as grifes investem alto, reservam hotéis, distribuiem brindes e organizam festas e jantares.
Somente a joalheria Chopard, um dos principais patrocinadores do festival, reservou 800 quartos de hotel para o Festival deste ano. Há 11 anos, por exemplo, a marca colocava apenas cinco quartos à disposição dos astros.
No Hotel Martinez, ponto de encontro do mundo da moda e do cinema, estão as suítes de Versace, Armani, Fendi, Cavalli, Chanel, Louis Vuitton, Jimmy Choo, Swaroskwi e Prada. São quartos alugados para funcionar como ateliê das grifes e muitos são decorados com móveis e acessórios da marca em questão, para torná-los ainda mais exclusivos.
"São estilistas demais aqui em Cannes e pouquíssimas estrelas. Mais que um serviço de moda, tornou-se uma guerra", declarou um assessor de relações públicas, que preferiu não se identificar. (ANSA).