George Clooney lança projeto para detectar quem lucra com guerras na África

  • AFP

    George Clooney, que já foi detido quando participou de uma manifestação em frente à embaixada do Sudão em Washington, em 2012, acusando o presidente do país africano, Omar al-Bashir, de provocar uma crise humanitária e impedir a chegada de alimentos à região fronteiriça entre Sudão e Sudão do Sul

    George Clooney, que já foi detido quando participou de uma manifestação em frente à embaixada do Sudão em Washington, em 2012, acusando o presidente do país africano, Omar al-Bashir, de provocar uma crise humanitária e impedir a chegada de alimentos à região fronteiriça entre Sudão e Sudão do Sul

Nairóbi, 20 Jul 2015 (AFP) - O ator George Clooney lançou uma nova iniciativa nesta segunda-feira para deter a guerra no Sudão do Sul e em outros países africanos rastreando o dinheiro que financia os combatentes.

"The Sentry", fundado por Clooney e John Prendergast, do grupo Enough Project, investigará o financiamento dos conflitos do Sudão do Sul, Sudão, República Centro-africana e República Democrática do Congo.

"A paz e os direitos humanos ganharão quando as pessoas que se beneficiam da guerra pagarem um preço pelos danos causados", afirmou, em um comunicado, o respeitado ator, muito envolvido na defesa da paz no Sudão e Sudão do Sul.

Prendergast, antigo diretor do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, transformado em ativista de direitos humanos, afirmou que "as ferramentas habituais da diplomacia até agora falharam e que os novos esforços devem se concentrar em como fazer a guerra mais cara do que fazer a paz".

"O objetivo do 'The Sentry' é seguir o dinheiro e negar a quem se beneficia da guerra os lucros por seus crimes", acrescentou Prendergast.

A iniciativa anterior da dupla, o "Satellite Sentinel Project", lançado em 2010, utiliza satélites para mostrar as evidências de abuso dos direitos humanos no terreno, imagens de cidades devastadas e de movimentos de tropas.

Com o novo projeto, seus promotores pretendem "desmantelar as redes de responsáveis, organizações e patrocinadores que financiam e se aproveitam dos conflitos mais mortíferos na África".

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